Julho 5, 2008...11:07 am

Soul: a marca jovem da Mary Design.

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Eu me lembro como se fosse hoje de uma aula de Pesquisa e Criação que tive na faculdade, a professora se chamava Ana Luísa e ela chegou pra dar aula empolgadíssima. O fato é que ela andava tendo problemas na turma por conta da matéria, o conteúdo era recheado de textos de semiótica da moda e questões inerentes à identidade e sociedade, mas grande parte da turma achava uma chatice e não via nenhuma aplicação prática. Para a sorte da professora, um dia antes de dar aula ela foi ao lançamento da Soul (marca jovem da Mary Design) e para sua surpresa o flyer do evento contava com um textinho que só poderia ter sido escrito por alguém que tivesse levado a sério toda a discussão que ela insistia em promover:

“Participamos a vocês o nascimento da nossa nova marca. Foi uma longa gestação: busca de perfil, identidade visual, estilo, faixa etária, mercado… Nossa intenção sempre foi criar uma marca que preservasse na ALMA a essência da Mary Design, porém com identidade própria. Foi assim que nasceu a SOUL, tendo como signo a alma, única e individual. Bem próximo a Sou, afirmativo do ser, ser humano. Como questão reflexiva e profunda, quem sou. Como conceito, uma busca íntima da personalidade. Como acessórios, bijus que conversem com o público jovem, entre 12 e 22 anos. E que além do básico possa oferecer o sonho. O sonho de ser diferente.”

E foi assim, em tom leve e acessível que a Mary Design aplicou com maestria todos os fundamentos da  moda acadêmica (que para alguns parece tão distante) na tarefa de construir uma marca que entende as lógicas de mercado e quer vender muito.  Por conta disso tenho muito carinho pela Soul e seu repertório bem embasado, e o que é melhor: os produtos fazem jus ao discurso sendo trabalhados com muita sensibilidade e coerência.

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